30 de abr de 2014

Resenha - Essa história está diferente, dez contos para canções de Chico Buarque

Nome: Essa História está diferente, dez contos para canções de Chico Buarque
Autores: Ronaldo Bressane, Alan Pauls, André Sant'anna, Cadão Volpato, Carola Saavedra, João Gilberto Noll, Luis Fernando Verissimo, Mario Bellatin, Mia Couto, Rodrigo Fresán, Xico Sá.
Nº de páginas: 257
Editora: Cia. das Letras

Para quem adora Música Popular Brasileira (MPB) e principalmente o grande Chico Buarque, esse é um livro que vale a pena conferir. Vários autores foram desafiados a escrever um conto sobre dez músicas de Chico. Alan Pauls escreve sobre Ela faz cinema, André Sant’anna sobre Brejo da cruz, já Cadão Volpato fala sobre Carioca e Carola Saavedra sobre Mil perdões. João Gilberto Noll ficou responsável por As vitrines, Luis Fernando Verissio por Feijoada completa, Mario Bellatin por Construção e Mia Couto por Olhos nos olhos. Rodrigo Fresán escreve sobre Outros sonhos e Xica Sá finaliza com Folhetim.
Cada conto é uma surpresa. A leitura é gostosa e bastante produtiva. Não é só uma mera trilha sonora, é muito mais que isso. É sentimento, interpretação, conflitos, leitura! Grandes obras de Chico Buarque aqui interpretadas de uma forma mágica valem muito apena serem ouvidas e lidas.
Um livro maravilhoso que super indico para vocês. Literatura brasileira de qualidade misturada com música brasileira de qualidade não pode resultar em algo menor do que perfeito. Boa leitura!

Fanfic - Sobreviventes do Apocalipse - Capítulo 21

Capítulo 21 - Traição
Anderson havia se retirado de Mariana com o sangue que precisava. Jaqueline dera algo a ele como se fosse o “Santo Graal” da humanidade. Os humanos necessitavam daquela descoberta, mesmo que a loira tivesse que morrer para isso. Sentia por ela, mas não pela ação que tomou. A cólera que o induziu a tocar o terror na cidade de Mariana já havia passado e simplesmente agora queria ir embora. Ir ao governador. Ir à pessoa que o mandou naquela missão para dizer que encontrou uma espécie de desvio. Se pudessem estudar o sangue, criar um soro ou antissoro visando interromper o agente causador daquele vírus mortal e indolor a quem era infectado, o mundo estaria a salvo e seu nome, Anderson Morais estaria nas páginas nas histórias. Só se perguntava se era correto ter seu porta-malas repleto de sangue, pois fora lá que colocara Jaqueline a principio...
Na cidade, Júlia ainda tinha dificuldades a enfrentar a horda que atacava impiedosamente a igreja. Isadora e Elileudo começaram a lutar por suas vidas, usando todo o arsenal que tinham a sua disposição. Jaqueline lutava por sua vida. Precisava de uma transfusão de sangue urgentemente e as garotas que estavam ao seu redor não sabiam como fazer uma. Pensaram que poderia existir um hospital perto daquela região e lá existiriam os materiais necessários à transfusão. A coisa mínima a fazê-la sobreviver. Só que como achar cirurgicamente um hospital daquele porte em uma cidade a qual eles não conheciam? Seria como procurar uma agulha no palheiro.
O trio ainda lutava e abria caminho entre a horda visando escapar daquele lugar fechado. Abdicaram toda a esperança de sair dali sem se ferir ou arranhar-se. Ou infectar-se. O problema era que Júlia tinha plena consciência de que ela era divergente. Uma pessoa imune ao Krocodil H. A droga dos supersoldados, o vírus que transformara toda a cadeia humana, dando o maior teste de sobrevivência que já ocorrera em toda a história desde quatro mil anos antes de cristo até o presente momento. Nem a peste bubônica na Europa no período conhecido como Idade das Trevas, nem a gripe espanhola surgida repentinamente nos anos vinte fora tão impactante quanto o vírus dos mortos-vivos. E ele poderia mutar. Se a natureza assim quisesse.
Divergentes não estariam mais a salvo. Porém o que fazer para sobreviver além de lutar por suas próprias vidas? O que fazer para dar um fim verdadeiro a tudo isso? Dois anos e somente um décimo da população sobrevivera. Será que eles sobreviveriam? Será que só sobrariam os divergentes num mundo muito maior? Perguntas sem respostas feitas por quaisquer pessoas inseridas nesse meio. Atrelada a elas existia uma inquietação guia. Algo que todos queriam saber. O motivo para Thanatos – e por que não, Êvanes – terem indo a fundo nessa história.
Tendo Júlia como líder, o casal de Mariana começou a abrir caminho na horda que por vezes tocava nos divergentes e isso praticamente trazia o vento da morte para perto deles. Quando finalmente viram uma luz no fim do túnel, o trio correu ladeira abaixo. Sorte ou não, o próprio Anderson tinha feito uma barricada em forma de zigue-zague, dificultando a passagem dos mortos-vivos dada suas dificuldades de locomoção. Se pudessem ir à igreja onde se localizava o restante do grupo da carioca conseguiriam com certeza, evitar que fossem percebidos.
Mas Jaque precisava de ajuda.
Contudo, eles tinham uma local. Uma pessoa que conhecia todas as ruas, vielas e estabelecimentos da pequena cidade histórica de Minas. Logo ao chegar, Isadora rapidamente disse ao ser perguntada qual o hospital mais próximo daquele ponto.
– Tem o hospital Monsenhor Horta... Fica no fim da rua ao seguir reto daqui.
– Quantos minutos? – indagou Carla, tentando fazer a loira potiguar ficar mais bem posicionada.
– Uns quinze se formos a pé.
– Não tem como ela ir a pé – disse um dos membros da resistência – Vai perder muito sangue, mais até do que já perdeu.
– Precisamos de um carro – completou Endyell.
Júlia e Eli correram até a saída e tentaram procurar por qualquer carro cujas chaves ainda estavam na ignição, porém não demoraram a encontrar. Como tudo aconteceu rápido, pessoas não conseguiriam andar com seus carros nas ladeiras estreitas da cidade e preferiram fugir a pé da horda. Inutilmente, por assim dizer. Dado o tamanho do grosso que se existia na cidade, era bem capaz de somente Isadora ser a única local durante todo esse tempo.
Eli engatou a ré e começou a ajustar o carro para caber àqueles necessários a ir mais rapidamente ao hospital. Claramente, somente quatro pessoas poderiam estar confortavelmente no carro. Isadora iria à frente, Júlia iria atrás junto a uma ferida Jaqueline. O restante teria que ficar para trás, mas se as informações fossem corretas, como eram, não levaria mais de dois minutos para trazer as pessoas. A única variável negativa no plano seria Elaine Neckel, a qual se encontrava diferente de quem era antes e poderia ser uma afronta às pessoas ali presentes.
Júlia não levou isso em consideração.
E esse foi seu erro.
Assim que o pessoal se retirou ao hospital, a catarinense sorriu e pegou uma pistola – uma utilizada por Elileudo no confronto contra os diversos zumbis – e atirou em todos os transeuntes. Um a um. Tiros certeiros na cabeça. Parecia cena de cinema, entretanto era a mais pura realidade. A única sobrevivente foi uma distraída Carla a qual observava do lado de fora a situação dos mortos-vivos e escutara os tiros. Quinze pessoas massacradas por uma única mulher a qual não chegava aos vinte anos. Anderson tinha feito algo com ela. Algo que só uma psicóloga ou psiquiatra poderia resolver.
Elaine apontou a arma para Carla.
A gaúcha de Pelotas, amiga da ensanguentada e morta Endyell e da linda Vitória fechou seus olhos.
Um clique.
E quando Carla abrira novamente seus olhos, vira que a arma utilizada por Elaine falhou. Talvez a munição tivesse acabado. Não sabia. Só que não ficaria para não contar o que acontecera. Sua amiga estava inerte no chão. Um ferimento agudo em sua testa. Queria chorar, queria gritar, queria espernear.
Não podia. Não quando Elaine estivesse ali tentando fazer a arma pegar de alguma forma. E então a garota que fazia Design na universidade federal de Pelotas simplesmente partiu para cima da catarinense que tinha contatos dentro da federal de seu estado.
O impacto foi tremendo.
Mas uma luta por justiça começaria e teria a duração de dois minutos, tendo em vista que este era o tempo que Eli voltaria e perceberia o acontecera.
Era o tempo que Elaine tinha para fugir.
Também era o tempo que Carla teria... Para fazê-la ficar.
***
Os dez soldados de Thanatos partiram com tudo para cima das duas. Porém, praticamente ignoraram as mulheres. Seu alvo era um só. O baiano, natural da cidade de Salvador, Vinicius Ribeiro. Thallita e Bianca imediatamente correram atrás dos soldados, enquanto o jovem rapaz, observando que suas palavras foram meramente vagas correu de volta ao complexo onde sua equipe estaria lutando pela sobrevivência. Isso fez o rapaz imaginar uma conversa que ele teve no telefone, muito antes de aquilo tudo começar, com a sua aclamada “esposa” e “princesa” Jaqueline Saraiva, a mesma que estava passando por enormes dificuldades, tendo sua vida por um fio no interior de Minas Gerais.
– Oxe, eu não gosto de ser uma fracota que é salva por todos – disse Jaqueline enquanto saia de sua academia de Muay Thai em Natal – Por isso eu treino... Quero ser mais forte.
– Não creio! – exclamou Vinicius com certo sarcasmo – Como assim não ser a pessoa a ser salva? Eu gosto de ser assim, me faz sentir importante...
– Você não entendeu amor. Eu quero me salvar, me defender e não deixar minha vida depender das pessoas que estão ao meu redor.
– Acho que você pensa como todo mundo – o baiano sorriu levemente – E por isso treina e gosta das luta não é?
– Assim como você ama futebol.
– Te amo viu... Não vejo a hora de nos encontrarmos, minha princesa.
– Também te amo e deixe de drama quanto o que eu faço. Cheiro marido.
Após recordar-se do que estava acontecendo, o tão chamado “obreiro” caíra na mesma situação que a descrita no diálogo que teve com sua “mulher”. Ele era a pessoa a ser salva enquanto os outros lutavam para ele. Sempre fora assim. Até como seu inicio, em dar mensagens e suprimentos. Por causa desses pequenos fatores, tinha gente querendo morrer por ele.
– É Jaque... Acho que sou realmente diferente de você...
E correndo por sua vida, ele levara todos os envolvidos para perto da grande batalha que ocorria na cidade de Rio Grande.
Uma batalha que mudaria sua vida para sempre

28 de abr de 2014

Leitura da Vez - Inferno

Olá gente, vim aqui mostrar minha leitura da vez. Estou lendo Inferno do Dan Brown, como já coloquei uma vez aqui, sou super fan de Brown. Estou no começo ainda e com um pouco de falta de tempo para ler por causa do final do semestre onde estudo, mas pretendo terminá-lo o mais breve possível. 

SINOPSE
Neste fascinante thriller, Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em "O Código Da Vinci", "Anjos e Demônios" e "O Símbolo Perdido" e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento. No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado numa das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri. Numa corrida contra o tempo, ele luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o leva para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo poema de Dante, e mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.

26 de abr de 2014

Promoção: Divergente nos Cinemas

Olá galera!

Venho com uma grande novidade, nós do blog Interessante de Ler, estamos em parceria teste com a Paris Filmes, com isso, venho anunciar uma PROMOÇÃO.

Como muitos sabem, o livro Divergente foi adaptado para as telonas do cinema e com isso, vamos sortear 8 pares de ingressos para vocês irem assistir o filme.

Serão 8 ganhadores, cada um receberá um par de ingressos para ir o ganhador e mais uma pessoa de sua escolha. Gostaram? Estão vamos lá participar.

ATENÇÃO:

- Participantes devem residir em território Nacional
- Preencher o formulário (Raffecopter).
- Não nos responsabilizamos por extravios dos correios.
- Perfis fakes serão desclassificados
- O participante receberá uma mensagem via e-mail, caso não responda em 24 horas será feito um novo sorteio.


a Rafflecopter giveaway

Trailer do Filme


24 de abr de 2014

A Arma Escalate - Renata Ventura


Bom, como já havia escrito na postagem anterior, fui para a II Bienal Brasil do Livro e da Literatura, e lá estava eu, em um dos standes e comento com uma amiga "Quero comprar livros brasileiros", quando praticamente fecho a boca, a simpaticíssima Renata Ventura diz assim: "Nossa, você quer livros brasileiros? Pois aqui está o meu". Ai já sabe né? Comprei o livro e ela autografou e conversamos durante alguns minutos. Conversamos sobre o livro dela (óbvio), sobre meu blog *-* e sobre a dificuldades dos blogs conseguirem parcerias com os autores, mas valeu super a pena conhecê-la. Agora vamos saber um pouco mais sobre o seu livro?





Sinopse


O ano é 1997. Em meio a um intenso tiroteio, durante uma das épocas mais sangrentas da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, um menino de 13 anos descobre que é bruxo. Jurado de morte pelos chefes do tráfico, Hugo foge com apenas um objetivo em mente: aprender magia o suficiente para voltar e enfrentar o bandido que está ameaçando sua família. Neste processo de aprendizado, no entanto, ele pode acabar por descobrir o quanto de bandido há dentro dele mesmo.





Sobre a autora

Leitora voraz desde a infância, Renata Pacheco Ventura sempre quis ser escritora. Nascida no Rio de Janeiro, em 1985, trabalhou por três anos fazendo pesquisa e roteiro para cinema documentário antes de decidir se dedicar exclusivamente a seu primeiro livro. Nesse meio tempo, implementou uma forma de interação com seus leitores, em que eles podem conversar virtualmente com alguns dos personagens do livro através de redes sociais; fazendo-lhes perguntas, batendo um papo descompromissado ou até mesmo tentando descobrir segredos da trama do livro. Seu objetivo como escritora é contar histórias que divirtam e, ao mesmo tempo, façam o leitor refletir sobre si mesmo e sobre o mundo à sua volta...


Em breve, resenha do livro.

Sinopse e Biografia retiradas do skoob

II Bienal Brasil do Livro e da Literatura

Aconteceu nos dias 11 a 21 de abril na cidade de Brasília - DF a II Bienal Brasil do Livro e da Literatura.






A Bienal Brasil do Livro e da Leitura é um dos maiores eventos literários do país. Uma programação diversificada e inteiramente gratuita atraiu mais de 250 mil visitantes, que participaram de lançamentos de livros, seminários, debates, palestras, encontros, oficinas, exibições de filmes, exposições, homenagens, shows e apresentações teatrais. Para estudantes e professores, a Bienal teve um atrativo especial: livros a preços acessíveis ou com descontos.


A II Bienal Brasil do Livro e da Leitura promoveu 10 dias dedicados a seminários, debates, palestras, lançamentos e mostra de cinema. A lista de escritores convidados é pródiga e cobre vários continentes. O uruguaio Eduardo Galeano, autor de obras antológicas como As veias abertas da América Latina e a trilogia Memória do Fogo, foi o homenageado internacional do evento. E o grande mestre Ariano Suassuna, considerado por muitos críticos como o maior escritor brasileiro em atividade, recebeu as honras como homenageado nacional, trazendo para a Bienal seu pensamento indignado em defesa da cultura brasileira.
Infelizmente, participei somente um dia da Bienal, pois estava em um evento de estudantes, o ENET, mas aproveitei a tarde livre que tinha na programação do evento no qual eu estava participando e fui na Bienal. Chegando no local onde estava ocorrendo o evento, fiquei maravilhado, pois essa foi a minha primeira Bienal, depois de meu momento admiração (hsuahusas), fui conhecer e visitar os standes que estavam no evento. 


Ps: Farei outra postagem em seguida, falando do livro que comprei e da autora que conheci para evitar que esta postagem fique muita extensa.

23 de abr de 2014

Resenha - Extraordinário

Título: Extraordinário
Autor: R.J Palacio
N° de páginas: 318
Editora: Intrínseca

“Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo” – August Pullman

Como prometido, a resenha de Extraordinário. Não sei se saberei usar as palavras certas para descrever esta obra, mas aqui estou eu, tentando.
August (Auggie) Pullman nasceu com uma síndrome genética rara onde a sequela é uma deformidade facial. Desde de que nasceu, foi submetido a diversas cirurgias, um dos motivos por nunca ter frequentado a escola. Auggie sempre teve uma família atenciosa, verdadeiros anjos em sua vida, mas agora ele precisa sair um pouco de debaixo das asas dos pais e voar um pouco para cursar o quinto ano em uma escola de verdade.
Ele sempre teve que passar por muita coisa por causa da sua aparência, mas é na escola nova que ele se encontra em um verdadeiro desafio: mostrar aos seus novos colegas que apesar do seu rosto, ele é igual a qualquer um. Não posso negar que vai ser fácil, porque não vai mesmo, mas é sempre tentando que a gente consegue.
A mensagem que esta história repleta de amor, esperança e gentileza nos passa é, com toda certeza, inesquecível. A amizade que construímos com as pessoas deve ser acima de tudo capaz de deixar de lado todas as diferenças, até as físicas. O nosso jeito de ser de verdade é o que faz as pessoas se aproximarem ou se afastarem de nós. Auggie é um menino tão brilhante, tão belo, tão extraordinário que é impossível não notá-lo exclusivamente por isso.

O Extraordinário é um livro que sempre indicarei para qualquer pessoa, com convicção que seja quem for, não irá se arrepender de lê-lo. Todos nós podemos ser extraordinários, basta ser quem somos e logo, logo venceremos o mundo e seremos aplaudidos de pé pela nossa vitória.

14 de abr de 2014

Fanfic - Sobreviventes do Apocalipse - Capítulo 20

Capítulo 20 - Surpresas e Destinos
Marcela escutou o alarme soando em todos os pontos da localidade conhecida como “La Fortaleza”. Segundo seus ensinamentos, aquilo somente acontecia quando uma invasão era iminente. Quando zumbis se aproximavam perigosamente no perímetro formado pelos cadetes mais experientes. A garota assustou-se de inicio, porém imediatamente se pôs a ficar a disposição à luta. Observou Cássio correr para a embarcação a qual acabara de aportar à medida que sua amiga Pâmela a acompanhara. Lutariam para manter longe os “famintos” os quais queriam eliminar a raça humana de uma vez por todas.
Adentrando no prédio principal, ambas correram por corredores abarrotados de pessoas que não sabiam o que fazer, de pessoas que pensavam em fugir, de pessoas que somente sentavam a espera do pior e de pessoas que não deram a mínima para o alarme suave que ecoava em toda a localidade. Dobrando alguns corredores e passando por algumas portas, as duas entraram em uma sala repleta de armas e suprimentos.
– Bruno me disse que eu poderia vir aqui quando a situação estivesse crítica – a gaúcha de Viamão simplesmente saiu catando tudo o que poderia levar – Escolha o que deseja e vamos descer para ajudar os outros Pam.
Pâmela pensou no que iria levar e optou por não mudar de estilo. O mesmo com o qual Vinicius dissera que a consagrara. Escolheu uma espécie de bastão. Só que não era qualquer um. Era o que se chamava de bastão seccionado, muito utilizado no oriente e rezam as lendas que um dos unificadores da terra do sol nascente utilizava essa arma como sua escolha principal. Não confiava em nenhum outro estilo. A capixaba não iria inventar nada. Iria se a ter ao que aprendera com o apocalipse erguido através da ganância humana. Já sua amiga encheu uma sacola com diversos tipos de armas: Sais, facões e adagas, pistolas de calibre curto, duas espadas finas e de lâminas leves culminando com um rifle amplamente divulgado mundo afora: o AK-47.
As duas então, armadas, correram de volta ao campo de batalha. Poderiam ser mulheres. Poderiam até serem taxadas de fracas. Só que lutariam como uma leoa lutaria para defender sua raça.
Saíram dos pavilhões e viram algo que nunca sairá de suas mentes tão cedo...
– Zumbis... Eles... – disse um homem incrédulo.
– Não acredito – disse outra mulher com um fuzil em punho.
– ELES ESTÃO CORRENDO!
O desespero tomou conta do exército montado por Bruno Portinari. Os mais audaciosos pularam na linha de frente esquivando-se, dada a correria desenfreada dos humanos a fim de procurar abrigo dentro do pavilhão. Eles começaram a encher os mortos-vivos de tiros e rajadas os quais muitos não ficaram nem para adubo orgânico. O arsenal diversificado e forte da resistência a faria durar contra um ataque intenso daquela horda. Rifles de longo alcance, atiradores treinados, pentes e cartuchos para até três meses de batalha ininterrupta. Mas as modificações feitas pelo gênio da biomedicina dificultavam as ações. A mente por trás do apocalipse parecia ter feito uma cruzada para aniquilar com os seres os quais habitavam a terra. Seus motivos? Muitos, todavia ocultos.
Marcela empunhando seu AK-47 começou a atirar a vários pontos. Tiros certeiros, na cabeça, fazendo muitos caírem inertes e outros tendo sua cabeça estourada. Pâmela usou seu bastão para atingir três mortos-vivos que vinham em sua direção rapidamente, três golpes com um bastão que cobria basicamente todos seus pontos cegos. No terceiro zumbi, a ponta atingiu a cabeça e essa estourou como se fosse um balão. Havia uma fraqueza naquela velocidade. Poderiam matar, poderiam ser cruéis e impiedosos assassinos, mas estavam muito mais fracos. Qualquer impacto em sua cabeça tinha uma alta taxa de fazê-la explodir...
As duas continuaram a lutar junto a seus amigos audaciosos. Eles garantiriam a sobrevivência da espécie custe o que custar.
De longe, uma embarcação desconhecida estava à deriva na lagoa dos patos. Na proa havia um homem de cabelos raspados, forte e com binóculos acompanhando a invasão das novas criaturas criadas por ele...
Ou não...
– Êvanes, você só fez acelerar o efeito da enzima não foi?
– Não. É uma questão lógica. O Krocodil ataca o cérebro. A locomoção é lenta para facilitar a ação dele. Se quiser uma locomoção rápida, ele age rápido, mas o que acontece com o cérebro? Ele frita. E qualquer impacto contundente o fará explodir.
– Então significa dizer que...
– Não mudei nada. Não se acelera o efeito do Kroc, por que ele é bom assim. A falha é tentar fazer algo que ele não pode.
– Compreendi mais ou menos o que você quis dizer – Thanatos jogou os binóculos para um homem localizado próximo a ele – Um vírus faz somente o sistema motor funcionar vagamente. Para ele funcionar mais rápido, ele tem que agir mais rápido, porém isso força a capacidade cerebral, pois assim ela não consegue coexistir com o vírus? Correto?
– Sim. Exatamente.
– Mas porque você ajuda um lado e o outro? Qual seu objetivo?
– Ver o mundo pegar fogo. Sabia que sonhei em lançar uma bomba atômica sobre minha cidade natal? Esse mundo já está perdido e estou auxiliando a nos livramos da escória – disse o jovem rapaz andando para a extremidade da proa – Se lembra da história bíblica de Noé?
– Lembro.
– Deus escolheu Noé a salvar a humanidade junto com algumas pessoas. O dilúvio veio para eliminar quem era impuro deste mundo e recriar um novo...
– Então...
– Sim. Eu me considero um Deus. E os divergentes são os diversos Noés.
– Cujo seu irmão é o guia?
– Não sei. Cabe a ele decidir – Êvanes olhou então para cima e apontou – E também cabe aos outros provarem que realmente querem que esse mundo sobreviva. Afinal, se o bem vence o mal, é agora a hora de provar isso.
***
Em outro canto de Rio Grande, Thallita e Bianca ainda não iniciaram o embate com os homens de Thanatos. Com alguns passos para trás procuraram se posicionar a frente da pessoa conhecida pelo apelido de “Obreiro”. Vinicius se levantou calmamente e olhou para uma horda avançando para o chamado principal foco de resistência da nova capital do outrora estado mais ao sul do Brasil.
– Vini – disse Bianca ficando a sua frente – Quando eu disser para correr corra.
– O que meus amigos de Salvador diriam se eu deixasse uma garota linda como você me proteger? – O jovem retirou seus óculos – Apesar de eu não saber, eu vou lutar. Já está mais do que na hora de eu sujar minhas próprias mãos.
Mesmo sendo um peso morto, Vinicius queria provar a si que poderia. E junto de Thallita e Bianca eles lutariam para crer. Crer que poderiam montar um mundo melhor. Como o idêntico mundo pensado por Êvanes Ribeiro.

13 de abr de 2014

Nova Parceria: União de Autores


Olá pessoal, trago uma grande novidade *-*

Nosso blog fechou parceria com a "União de Autores", um grupo de 20 AUTORES NACIONAIS que fazem parceria com blogs no intuito de divulgar a literatura Nacional.

Quando recebi o convite fiquei super feliz, pois posso divulgar mais ainda a nossa literatura nacional, onde muitos ainda tem preconceito de comprar e ler um livro nacional. 





Os autores que fazem parte dessa união são: 

- Giselle Trindade - Morgana e Charles
- Nanci Pena - Guardiões / Sombras
- Gisele Sousa - Livro Inspiração
- Carla Montebeler - As Crônicas de Adulão
- Márcia Pavanello Pires - Abismo Sangrento
- William Saints - Essência
- Hudson Cleyton - Livro dos Sonhos
- Mariana Sgambato - Antes de Morrer
- Robson Gundim - Entre o Céu e o Mar
- Fabricio Medeiros - O Sol da Meia-noite
- L.L Alves - Mudanças
- Vanessa de Cássia - Entre Amores Cruzados
- Maribell Azevedo - Amor no Ninho
- Jéssica Anitelli - Volúpia
- L.M Gomes - Amores de Lú
- Dayana Araújo - A Garota do Ônibus
- Silvia Fernanda - A Inacreditável Arte de Ser um Capacho
- Deh Délia - Gringos Online
- Cristina de Azevedo - Nacqua
- Tatiana Amaral - Função CEO - A Descoberta do Prazer.











Para maiores informações, curtam a fan page: União dos Autores

Sound Track - A Culpa é das Estrelas


Como já colocamos aqui, o livro "A culpa é das Estrelas foi adaptado para as telonas do cinema e finalmente saiu sua trilha sonora completa. Algumas delas, já haviam sido divulgadas, e o restante será lançado com exclusividade para o filme. 

1. Ed Sheeran – “All Of The Stars”
2. Jake Bugg – “Simple As This
3. Grouplove – “Let Me In”
4. Birdy & Jaymes Young – “Best Shot”
5. Kodaline – “All I Want
6. Tom Odell – “Long Way Down
7. Charli XCX – “Boom Clap
8. STRFKR – “While I’m Alive
9. Indians – “Oblivion”
10. The Radio Dept. – “Strange Things Will Happen
11. Afasi & Filthy – “Bomfallarella
12. Ray LaMontagne – “Without Words
13. Birdy – “Not About Angels
14. Lykke Li – “No One Ever Loved”
15. M83 – “Wait
16. Birdy – “Tee Shirt” (bônus track)


E ai gostaram? 


Fanfic - Sobreviventes do Apocalipse - Capítulo 19

Capítulo 19 - Bandeira Negra
Vitória Freitas caminhava tranquilamente pelas ruas de Ilha Comprida. Sua espada afiada as costas e duas pistolas de fácil manuseio davam o tom de sua força. Provavelmente pela sobrevivência durante um mês no meio do continente a pessoa que a salvara da morte certa a escolhera por ser a mais forte do grupo. Só que frequentemente se perguntava se conseguiria derrotar um assassino como o “Bandeira Negra”.
Segundo suas investigações – nelas faltavam relatos verídicos das ações tomadas por cada um dos interlocutores – Bandeira era uma pessoa negra, de estatura mediana para os padrões humanos, só que com uma habilidade incrível quando o assunto era armas brancas. Sempre derrotara seus inimigos e seus corpos eram massacrados pelos famintos infectados. Um diário – ela achou aquele em específico mais verídico – contava que o Bandeira Negro tivera sua família aniquilada por uma organização sobrevivente. Aniquilada da mesma forma que Juno fazia com suas pessoas mais fracas. Ainda de acordo com o diário, ela passou a treinar com um desconhecido de sobrenome “Prado” e com isso ficou mais forte, mais capaz e com uma sede de vingança implacável contra a resistência que jogou sua família na sarjeta. Ele conseguiu rastrear e matar todos um a um, sempre utilizando um idêntico modus operandi. Atrair, duelar, vencer e deixar o oponente a morrer. O diário dizia que fazia questão de assistir a agonia das pessoas mortas e ver de perto o rosto de um inimigo quando a morte viera a abraçá-lo.
As ordens de seu benfeitor eram estritas: investigar quem era o assassino, galgar seus motivos para estar matando humanos e por fim fazer um ultimato. Une-se a nova sociedade ou deixe-a em paz. Não caberia bem uma pessoa de índole perturbada livre, matando pessoas – estas podendo ser usadas a recriar um novo povo. Unido e capaz de enfrentar a verdadeira ameaça. Vitória particularmente não compreendia o porquê existiam pessoas com a audácia de atacar umas as outras enquanto mortos-vivos batiam a porta da humanidade pedindo passagem. O bilhete premiado era a passagem ao inferno proporcionado a aqueles que estavam no purgatório que era o mundo naquele momento.
Caminhando pela Avenida Beira Mar, a garota morena, gaúcha e de cabelos lisos avistara um posto de salvamento dos bombeiros. Era no entroncamento rodoviário entre a referida avenida e a Avenida Copacabana. Lá viu uma bela moça negra lutando incessantemente contra um homem encapuzado. O cansaço era visível na garota, talvez não fosse treinada e por isso gastava mais energia do que seu oponente que só fazia esquivar de seus socos fracos e chutes sem direção. Pás e pedras encontravam-se espalhadas pelo chão e com certeza haviam sido usados como armas. Ela ameaçou se aproximar sorrateiramente, porém o problema iniciou-se quando um sino – localizado dentro do posto de salvamento – começara a tocar em direção a cidade.
Isso chamaria a atenção de qualquer horda que estivesse naquela localidade. O jeito de ele matar as pessoas era diferente, como se não sujasse suas mãos. Como se quisesse cansar seu oponente e fazer com que ele não tivesse forças para lutar com o que viria a seguir. Muitos relatos, poucas informações, somente uma observação. Aquele homem não era nenhuma pessoa comum...
Vitória imediatamente após o toque correu em direção ao embate poucos metros a sua frente. O assassino viu e lançou adagas em sua direção. A garota deslizou com os joelhos visando esquivar-se, porém ao levantar observou que aquele rapaz já havia dobrado a esquina da primeira rua. Observando as joelheiras usadas saírem da calça devido ao deslize ter rasgado-as, a bela gaúcha de um metro e setenta e três se aproximou da bela afrodescendente.
– Seu nome? – disse estendendo a mão.
– Meu nome é Lídia. – ela disse aceitando a gentileza da garota – Lidia Ruanny.
– Seu segundo nome é interessante – sorriu a garota conhecida como Vivi ou Vic pelos seus amigos.
– Todo mundo nem se lembra do meu segundo nome.
A garota ainda estava ofegante.
– Mas o que foi aquilo?
– Aquele cara matou todos meus companheiros ao jogá-los contra uma horda inteira. Explicaria melhor, porém temos que sair desse local o quanto antes...
Vitória entendia. Todavia, não tiveram tempo hábil para a fuga. A Lei de Murphy voltava a atuar novamente. Um protagonismo exacerbado a fez achar uma amiga e o “Bandeira Negra”, de mesma forma que, não há situação ruim a qual não possa ficar pior, essa era a leia vigente. Num apocalipse uma pessoa sempre deveria esperar a atuação dessa lei imaginária. Um pessimismo grandioso para saber se preparar pelo pior. Seu benfeitor dizia que essa lei tinha uma falha: a esperança. Se você realmente esperasse pelo melhor, e se preparasse para o pior, determinada pessoa poderia até, inclusive, ascender ao poder divino.
A cansada Lídia foi oferecida a espada de Vitória à medida que esta última retirou as duas pistolas dos coldres localizados na cintura. Com um grito as duas correram na direção da Avenida Beira Mar, afinal numa via como aquela facilitaria a fuga das duas. A mulher de cabelos morenos ia à frente enquanto a gaúcha companheira do “Obreiro” cobria a retaguarda. Uma nova história começava para Vitória Freitas e ela começou a se indagar se Vinícius Ribeiro teria feito aquilo propositadamente. Ela sempre se pegou perguntando se seria útil a alguém nesse novo mundo. Se não tivesse alguém... Por que sempre ela a ser salva? Essas perguntas talvez fossem respondidas se ela cumprisse aquela missão. Apesar de excêntrico, o baiano dera um novo destino a sua pessoa. Caberia a ela mesma agarrá-lo ou simplesmente modificá-lo.
E a segunda opção não era tão má assim.
***
Anny guiou Cláudio para fora da cidade em seu carro. Trocaram ideias, informações entre outras coisas. Ele acabou sabendo que o mestre da garota que o derrotara tinha feito um contra reagente. O problema é que ao ser usado nas primeiras cobaias teve o efeito inverso do Krocodil H e acabou as matando rapidamente. O reagente atacava somente as funções cerebrais humanas, alvo do princípio ativo do vírus que acabara por aniquilar quase toda uma humanidade. Nisso, já estavam sendo criados cartuchos cujo intuito era de utilizar de maneira indolor contra os mortos-vivos. Só que Iguape não tinha tecnologia a isso. Brigas internas ocorreram e Êvanes se viu a se retirar da localidade dizendo que iria melhorar a enzima reagente.
Nunca mais voltou. Anny foi atrás dele, mas também a declararam desertora e capturando um dos vários rebeldes – termos dela – que enfrentou durante esse tempo, descobriu que ele fora expulso. Isso a deixou vagando a cidade a procura de respostas. Nessa época, da chegada do capixaba, da chegada de um divergente. Ela compilara vários dados da pesquisa de seu mestre e relatos seus sobre o vírus e o reagente, porém não tinha cacife suficiente a analisar e procurar uma resposta. Esperava que ele desse essa tal resolução ao caso.
E deu de certa forma. Cláudio não entendia nada daquilo – em suas palavras era um homem de ação – mas seu mestre e de certa forma uma figura paterna deveria saber o que fazer com aquilo. Quando citou o nome do “obreiro” como o responsável por fazer com que ele estivesse ali, a garota praticamente chorou de felicidade e o jovem sobrevivente se perguntou que símbolo era o “Obreiro” e por que Vinicius não tomava partido de ser realmente o “Obreiro”...
– Anny! Estamos indo para onde?
A indagação de Cláudio foi feita quando viu a placa de que eles estavam saindo de Iguape.
– Para Ilha Comprida.
– Por quê?
– Agora que sei onde eu procurar minhas respostas, eu não deixaria minha amiga para trás – Ela parou o carro no acostamento – Só um momento.
A aprendiz de um dos homens que mudaram o mundo pegou as pastas de suas anotações.
– Aqui está tudo. Agora me ajude.
Cláudio simplesmente jogou de volta a pasta no porta-malas.
– Vamos então salvar sua amiga. Deixarei as informações para meu mestre.
E acelerando um Monza do ano de noventa e seis, Anny e Cláudio foram em direção à ilha dos sinos. A ilha em que estava Vitória. A ilha da morte como poucos a conheciam...
Quatro almas contra um homem.
A saga deles contra o “Bandeira Negra” só estava começando...

Resenha - O Inferno de Gabriel


Título: O Inferno de Gabriel
Autor: Sylvain Reynard
Nº de páginas: 511
Editora: Arqueiro

“ A salvação de um homem.
O despertar da sensualidade de uma mulher”

No primeiro encontro, ela era apenas uma adolescente e ele um homem atormentado pelo seu passado e presente. Para ela foi um momento belo. Para ele tudo não passou de uma ilusão causada pelo seu vício. Agora, ele é um renomado professor especializado em Dante e ela é a sua aluna de mestrado.
Apesar de Gabriel O. Emerson não lembrar de quem Júlia Mitchell é ou foi na sua vida, ela sabe muito bem que ele é, foi e sempre será na sua.
Ele tem um perfil arrogante para os demais durante o dia, mas durante a noite ele se entrega uma vida de prazeres sem nenhum tipo de limite. É um homem constantemente atormentado pelos seus erros no passado, por isso suas máscaras frias estão sempre cobrindo seu verdadeiro eu. Torturasse pelos seus próprios erros – julgados por ele mesmo – imperdoáveis, não se permitindo acreditar em qualquer tipo de esperança sobre a sua salvação.
Ela é doce e inocente. Está sempre lutando para superar e esquecer seus terríveis traumas de infância, que não foi nada fácil, sendo marcada pela negligência de seus próprios pais. Ao escolher fazer mestrado na Universidade de Toronto, ela sabe que vai encontrá-lo e apesar de tê-lo visto apenas uma única vez, jamais conseguirá esquecê-lo.
Ao vê-la, Gabriel sente uma leve sensação de que ela é familiar. Um conexão profunda parece liga-los, fazendo as armaduras de ambos irem se despedaçando pouco a pouco. Terão de enfrentarem juntos, os terríveis fantasmas do passado e isso pode ser difícil ou até impossível.
Uma estória envolvente e bela que lhe convida a conhecer a vida de duas pessoas que enfim travam uma briga com o seus próprios fantasmas para encontrarem a redenção e paz de estar um ao lado do outro. O Inferno de Gabriel mostrou-me uma das mais belas formas de amor verdadeiro que se pode encontrar no mundo dos livros.
Por amor, somos realmente capazes de tudo, disso não tenha dúvida. O medo, que até em tão é um bicho de tamanho sem fim, se torna minúsculo diante do amor. Os fantasmas que insistem em nos atormentar, vão embora com a presença do amor. O destino, aquele que separou Gabriel e Júlia, é facilmente repreendido pelo amor. Então por que não amar, se é o amor aquele capaz de salva o ser humano?
Gabriel é um pecador atormentando que se permite ver um fio de esperança no amor que sente pelo anjo que Júlia é.
Confira.

11 de abr de 2014

Por que ler dá sono?

O problema não é a leitura, é você. É a hora em que resolve abrir o livro.

Não é ler um livro que dá sono, claro, mas substâncias químicas que agem no corpo. Uma delas é a adenosina, que se acumula ao longo do dia. Quanto mais adenosina, maior o sono, explica Fábio Haggstram, diretor do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital São Lucas, de Porto Alegre. Ou seja, o problema, na verdade, é a hora da leitura. Experimente ler em outro horário. Você pode até sentir preguiça, não conseguir nem virar a página e se entediar. Mas não terá sono.

Já a segunda substância envolvida é a melatonina. Ela regula o sono, pois é liberada quando o ambiente escurece. Por isso dormimos, normalmente, à noite. E, como a luz inibe a produção de melatonina, quem lê no tablet, por exemplo, tende a sentir menos sono do que quem lê no papel. É por esse mesmo motivo que é mais fácil passar horas na internet ou vendo televisão do que ler um bom livro de madrugada. Não se sinta culpado se a TV estiver mais agradável às 4h.

Três dicas para não dormir
Ponha a leitura em dia antes de cair no sono

1. Começou a bocejar? Levante e dê uns pulinhos. Estar acordado é reagir a estímulos, e esse pequeno exercício nada mais é do que um estímulo motor. De quebra, vai ajudar a quebrar a monotonia.

2. Ler em voz alta exercita outras partes do cérebro, como o lobo temporal (relacionado à audição) e o lobo frontal (relacionado à produção da fala), e vai acabar com aquela preguiça momentânea.

3. Leia sentado. É lógico: a não ser que você tenha problema na coluna, é mais difícil dormir sentado do que deitado, já que, para dormir, é preciso relaxar toda a musculatura, o que não ocorre sentado.

10 de abr de 2014

Fanfic - Sobreviventes do Apocalipse - Capítulo 18

Capítulo 18 - Especiais
– Como assim criar seres com o gene da divergência?
A pergunta de Bruno era pertinente. Afinal nunca se passou pela cabeça de alguém de que realmente seria possível criar sinteticamente aquilo que dava imunidade ao vírus chamado de Kroc.
– Lembra-se que eu viajei aos Estados Unidos para verificar a situação no território deles meu amigo? – indagou o “obreiro”, o homem que interligava todas as resistências litorâneas e transmitia mensagens importantes entre elas – Isso aconteceu depois que eu voltei.
– Você foi para os States? – Bianca ficara surpresa à medida que caminhava atrás dos dois.
– Fui, porém isso não vem ao caso – respondeu o jovem baiano – Interagi e ainda ajudei alguns sobreviventes a migrarem, mas o principal motivo para eu ter ido lá era procurar por notícias de laboratórios, os quais ainda funcionassem, para sintetizar artificialmente o gene e produzir divergentes. Isso poderia ser a sobrevivência populacional.
– Mas...
– Só pude averiguar a situação... Thanatos estava eliminando todas as pessoas com o gene. Todas que poderiam auxiliar o país que o acolheu. E isso com a ajuda de grupos de extermínio dentro do próprio território americano. O conceito é diferente por causa justamente que muitos acham que a raça divergente não deveria existir – Vinícius tosse um tanto, talvez nunca se acostumasse com o frio existente no sul – Pessoas acham que eles deveriam ser exterminados. Outras acham que eles são a salvação e os protegem. Tanto é que existem sociedades para a proteção deles lá e foi essa sociedade que conseguiu aniquilar o grupo oposto e expulsar temporariamente Thanatos. A divergente de lá lidera o grupo, mas o cerco dos zumbis por causa da guerra travada entre eles e Thanatos...
– Os enfraqueceram – concluiu Bruno.
Bianca seguia calada. Parecia que os dois tinha um vasto leque de informações a qual ela não detinha. Apesar de sempre ficar atenta aos arredores, pois desde que treinara com o general brasileiro aprendera a ser alerta.
Vinicius então dobrou uma curva desconhecida junto a seu amigo e a garota estranhou. Os dois continuaram sem dizer uma palavra à medida que seguiam caminho desconhecido. Havia alguns guardas, só que as ruas e lugares eram praticamente desertos. Parecia que eles queriam conversar a sós sobre um determinado tema.
– Vini – disse Bruno sentando em um banco no meio de uma praça – Fiz o que você pediu.
– E eu trenei suficientemente para te ajudar, coração.
Bianca completara o raciocínio de seu mestre. Sabia que agora ela estaria pronta para qualquer desafio. Sabia também que fora o soteropolitano a pessoa a qual mexeu no seu sistema de influência para fazer isso.
– Informações, conhecimento, poder... – disse o baiano olhando aos céus, já escurecidos e sem estrelas devido às pesadas nuvens – Nada disso é suficiente quando não se tem as pessoas devidamente treinadas a superar tanto uma ameaça interna quanto externa. Todos sabem que Thanatos quer a aniquilação de uma raça que maltratou o planeta. Muitos concordam com o lunático cujo nome aqui no Brasil é de um tal “Governador”. Se bem que a terra não pode mais ser chamada de Brasil e sim um continente.
A paulista havia entendido o que seu parceiro tinha dito. Com a sociedade em colapso, quanto mais divisões existissem na terra, pior era a situação do planeta. Tudo era uma questão complexa a ser debatida, pois não somente poderia haver a união dos povos como também a segregação racial de cada nação. Europa, Estados Unidos, Austrália... Ter uma identidade nessas horas não existia afinal mo mundo como eles conheciam estava entrando em uma espiral sem fim, onde o fim dessa escada seria o inferno.
Você preferia ficar imortal como um zumbi ou morrer nessa terra desolada sem fazer nada? Morrer fazendo algo seu nome poderia ficar esquecido para sempre, se você morresse tentando sozinho.
Esse pensamento permeou a cabeça da garota. Se ela ajudasse um conhecido como o Vini, será que teria chance de não ser esquecida? Tinha chance de ajudar realmente o planeta em que vivia e treinou forte. Queria ser mais forte, mais inteligente, mais capaz. Treinamento foi árduo. Bruno pessoalmente supervisionou sua ascensão. Pessoas do exército americano que viviam naquela sociedade também a ensinou técnicas. Tudo para torná-la uma combatente superior aos outros. Exigia-se mais de si. Criara rivalidades sadias com o único objetivo de ter um alvo em mente.
Dois meses mudam uma pessoa. E foi assim que Bianca Camolesi, descendentes de Italianos, passou de simples sobrevivente ao acaso a uma combatente feroz...
– Há várias vertentes de pensamento – concluiu Bruno – Inclusive aqui. Há os mais altruístas, que querem aceitações de novas pessoas. Há os pessimistas, os quais dizem que isso aqui não passa de mero descanso porque já estamos condenados e por fim existem os mais ferrenhos. Estes querem que a expansão da cidade pare por aqui. Se até numa pequena sociedade isso já ocorre imagino no mundo que você observou, garoto.
– Como uma amiga minha de Sorocaba disse uma vez – o jovem sentou-se ao lado do general – Se até governar uma casa é difícil, quanto mais pessoas de diferentes pensamentos.
– Garanto que seu irmão tem algo para isso também.
– Obviamente. Costumava dizer que ficava feliz quando o outro discordasse dele, por que isso é democracia na visão dele. Você explana dois pontos de vistas até que através de discussões e debates atinjam um ponto em comum.
– Você fala tanto de Êvanes Ribeiro...
– A inveja dos sábios faz o mundo melhor. Ele costumava dizer isso do Thanatos.
– E como ele conhecia o maluco que tornou o mundo desse jeito? – indagou dessa vez Bianca.
– Os dois foram colegas em Harvard. Um britânico e um brasileiro desenvolveram a chamada supermorfina. Um ativo mais forte que a morfina. Isso acabou chamando a atenção do exército do país e eles passaram a trabalhar para eles. Voltava para ficar um mês com a família e saía de novo – disse Vini fitando os olhos da garota – O governo estadunidense queria que fôssemos morar lá, mas eu estava trabalhando na secretaria do planejamento do meu estado e minha mãe já era idosa para uma viagem dessas. Por isso, excepcionalmente, a ele era dada essa concessão.
– Entendi, mas então ele ajudou a criar o Kroc foi?
– Foi – Vinicius entrelaçou os dedos e inclinou-se – E por isso me vi tentado a consertar o erro dele. Meu irmão sempre foi meio doido.
– Você não é seu irmão...
– Os dois foram os responsáveis. O problema é que Êvanes queria criar os divergentes como forma de combater o Kroc. E eu acho... Que ele injetou algo em mim na ultima vez que o encontrei.
Ele mostrou o pescoço e uma marca de agulha estranha fora vista.
– Eu sou um divergente sintético. E já, antes que pergunte, eu já fiz a maluquice de testar essa teoria.
– Vini...
Nesse momento o alarme soou e o que os pessimistas imaginavam, aconteceu. Como se a Lei de Murphy estivesse atuando, os acontecimentos ruins atrás de outros do mesmo tipo deixavam o baiano cansado. Por que sempre que tentava fazer algo, acontecia o contrário? Bianca ameaçou correr para voltar e ajudar, porém Bruno fora enfático ao dizer.
– Proteja o Vini.
Ela murmurou algo, mas viu o porquê ele disse isso. Uma equipe de doze pessoas desconhecidas apareceu detrás de um homem de cabeça raspada e musculoso. Ao seu lado, uma garota levemente ruiva a qual ela reconheceria de longe, pois no grupo em que se comunicavam antes de tudo acontecer, ela falava pouco, falava somente por áudios gravados. Mas mandar uma foto era essencial. E aquela mulher era nada mais, nada menos que Thallita Santana.
– Olá Vini – o homem passou a mão na sua cabeça e depois ajeitou seu terno – Como estou? Peguei um Armani quando viajei para acabar com uns “especiais” na Itália.
– Thanos... – O garoto somente abaixou a cabeça – Então você estava esperando eu confessar não é?
– Sempre lhe considerei o melhor divergente. Por que o Brasil, um país insignificante aos olhos do mundo, tem oito divergentes? Sempre quis saber. Nos Estados Unidos só havia cinco e na Europa inteira, quatro. Enquanto aqui oito? Sabia que tinha algo errado.
Thanatos andava para um lado e para o outro gesticulando suas mãos.
– Mas oito? Minhas informações...
– Êvanes criou dois, aquele maldito – o homem parou e encarou o casal a quase dez metros de distância – Thallita e a Thayla. Duas garotas. Eu peguei a primeira para treinar, porém ela se mostra rebelde quanto a meus pensamentos. A segunda... Não sei, acho que eu matei.
– Maldito! – gritou Bianca, porém ela se acalmou rapidamente.
– A Thallita me pediu para unir-se a vocês e concederei esse desejo. Não será espiã ou algo do tipo... Por quê? Não preciso de ninguém para te olhar.
Ele tocou no pescoço.
– Você é um divergente por natureza. Êvanes usou seu sangue para editar o vírus e ainda colocou um rastreador em você. O cara é um gênio assim como eu... Agora, Thallita, pode ir.
– Eu ainda te matarei por tudo o que você fez. Além de me fazer de refém e obrigar a eu treinar sobre sua responsabilidade você mata toda minha família! Espere Thanatos, me aguarde.
– Veremos. O único motivo que eu treinei você foi para proteger o irmão do meu gêmeo de consideração. Se você morrer no processo eu não ligarei. E Vini! – ele exclamou antes de se virar – Seu irmão está vivo. Porém ele editou o “Zombie Virus”, como os americanos chamam.
– E o que ele modificou? – disse um cansado e estático Vinicius, surpreso com a sequência de revelações sobre sua própria família. Não tendo nem tempo de comemorar a noticia da sobrevivência de seu irmão.
– Os mortos-vivos agora correm.
E com isso todos os dez homens foram para cima das duas garotas... E o garoto nascido nas vielas de Salvador – a Nova Orleans Brasileira – entendera o porquê de sua situação sempre piorar quando estava se sentindo bem.
***
– Die!
Foi à única sentença dita por Anderson quando chutou Jaqueline para fora de seu carro. Tirara seu sangue por diversas vezes e a abandonou para a morte. Irritado encontrava-se depois de ter perdido um embate contra uma mulher a qual ele já gostara. Mas em nome de sua missão, isso não pode acontecer.
Jaqueline sentia a morte de perto. Não tinha mais forças. Seus olhos fechavam como se nunca mais abrissem novamente. A sensação que sentira quando um demônio em forma de anjo – Anderson a salvara quando fora baleada – voltara a acontecer. Não esperava que o raio caísse duas vezes no mesmo lugar. Sangue já tinha perdido demais com as doações... Só que como era dito em seu grupo. A morte não pediria passagem nesse momento... Carla e Endyell correram em sua direção a fim de salvá-la do desastre iminente que seria a sua morte e o que ocorreria ao grupo, principalmente após a morte de dois integrantes.
As duas carregaram a garota para dentro da igreja a qual servira de base para seus futuros planos. E parecia que a deusa da sorte estava sorrindo e aparecendo para Jaqueline que delirava, talvez por causa de tudo que tinha visto e ouvido. Diziam que quando uma pessoa morre, sete minutos de todas as suas memórias passam em formato de sonho. Outros falavam em que sua vida estivesse por um fio você veria algo inimaginável, e claro ninguém acreditaria, por conta dos seus sonhos. Mas Jaqueline vira uma mulher de cabelos loiros e olhos azuis sorrindo para ela e dizendo para terminar o que ela começou. Seria realmente a deusa da sorte? Será que realmente existia uma deusa desse tipo? Tudo era delírio da mulher que estava enfrentando realmente mais do que um apocalipse de mortos-vivos dados experimentos errados dos supersoldados.
Só que essa aparição lhe dera forças para continuar. E mesmo de olhos fechados murmurou algo mais para si do que para suas amigas e amigos que se encontravam ao seu redor.
– Sobreviverei para mudar nossa história...
Enquanto isso. Lutas incessantes, descobertas intrigantes, sociedades juntando-se. O mundo caminhava para uma transformação que não era lenta, muito menos gradual, e com certeza sem segurança. Só que essa transformação aconteceria para lançar ao planeta as bases de uma nova espécie de governo e distinção...
Apesar de tudo, apesar dos preconceitos... Os humanos iriam mutar assim como o vírus. Se não já estavam.
E a nova raça controlaria o mundo.
A raça da Divergência.
Thanatos sabia disso. E por isso procurava aniquilar todos. Por que, na mão de poucas pessoas encontrava-se o destino de milhares ainda vivos? Isso não poderia existir. Jamais. O mundo não fora feito de um ou de alguns. A Terra em si era de todos. O problema era duas coisas.
Os novos Divergentes e a união destes para derrotá-lo.
Apesar de que... Este último não era tão problema assim. Sorrindo, Thanatos sumiu na escuridão e agora realmente controlaria as ações das sombras...
Será que o mundo sobreviveria? Ou realmente a humanidade estava fadada ao fracasso?
Possuindo essas inquietações, o aclamado vilão sumiu da vida pública com o objetivo de se manter na vida oculta.
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